On the Road

17|jul|12

| Estados Unidos | Promoções

 

CALMA! Não pare de ler este post pensando que vai levar spoiler!!

Não vou fazer crítica nem contar mais detalhes dessa versão de Walter Salles à grande obra da aclamada geração Beat. Até porque ainda estou processando e não coloquei ponto final na minha opinião. Opinião é coisa pra se cuidar, porque depois pra editar é tão complicado quando máquina de escrever! Acabo de ver o filme, nesse fim de semana, e devo me conter… Mas o fato de eu estar trazendo uma promoção para o blog deve ser um bom sinal, não?

Claaaaaro que presença desse post aqui dispensa explicações, afinal não tem nada mais VIAJÃO que rodar pela estrada sem um mísero penny no bolso, gastando só a sola da bota, esticando o dedo para pegar carona com uns loucos, lunáticos, e infortuítos viajões e se arrebentar pelas estradas da vida… É a quintessência do espírito viajão, é uma ode ao espírito da estrada e uma coceirinha que começa com esse bichinho que morde a gente cada vez que aparece uma vaga possibilidade de viagem na nossa frente, e sabe né, pra coçar é só começar! É o tipo da coisa que faz você pensar: SERÁ QUE, ALGUM DIA NA MINHA VIDA, EU REALMENTE JÁ VIAJEI???

Para descrever o espírito da coisa, o ritmo e a eletricidade, só mesmo tirando uma citação básica (do livro, sem spoiler):

“… Gritou Dean ‘Lá vamos nós!’ Inclinou-se sobre o volante e deu a partida; estava de volta a seu elemento natural, qualquer um podia perceber. Ficamos maravilhados, percebemos que a única função nobre de nossa época: mover-se. E nos movíamos! (…) Da neve suja da ‘frígida e afrescalhada Nova York’, como Dean a chamava, para o verdor e os aromas fluviais da velha Nova Orleans, nos confins rejeitados da América; e daí para o Oeste. (…)  ‘Aqui vamos nós, estamos todos juntos… O que fizemos em Nova York? Está tudo perdoado. ‘ Todos tínhamos deixado algumas questiúnculas lá. ‘Ficou tudo para trás, simplesmente por causa dos declives e de tantos quilômetros rodados. Agora vamos para Nova Orleans, para curtir o Old Bull Lee, e vai ser um barato, e agora escutem só esse sax-tenor perder a cabeça’, aumentou o volume do rádio até o carro trepidar, ‘e ouçam como ele conta sua história, com total relaxamento e sabedoria’. Nos ligamos todos na música e concordamos. A pureza da estrada. A linha branca no meio da pista desenrolava-se e grudava-se na nossa roda dianteira esquerda como se estivesse colada ao nosso embalo.”

Não à toa essa foi a obra mais vibrante de que se tem notícia, que definiu toda uma geração (e influenciou tantas outras) que – muito antes de eu nascer – fazia e pensava coisas pelas curvas desse mundão que a minha inocência sequer permitia imaginar! Não à toa já disseram que este era um livro “infilmável” e não à toa que Bob Dylan resolveu se mandar de casa após ler a obra. E há quem diga que a própria explosão Hippie dos anos 60 tenha sido mais um derivado de On the Road. Depois disso tudo até eu tive vontade  de seguir Sal Paradise e Dean Moriarty de New York à Denver e de Denver à Frisco.  - O máximo de carona que eu já peguei na vida foi aquela que vocês viram de Curitiba-Morretes aqui! (RI-SOS)

Este é um convite à todos aqueles que já embarcaram numa aventura dessas de estradas sem fim, caronas e afins – enviem suas histórias On The Road pro viajão! (souviajao@gmail.com)

Afinal esses viajões aqui que tanto se orgulham do seu blog, são todos uns belos de uns coxinhas perto disso aí! Quanto à adaptação… Eu sou apenas uma recente entusiasta da obra emblemática de Kerouac,  fui “rápida” o suficiente para terminar o livro dias antes da estreia nos cinemas, fã imediata… mas fico me perguntando que efeito tem essa adaptação para quem não leu o livro (já andei ouvindo algumas opiniões) e principalmente: como receberam os fãs mais antigos, de 10, 20 ou 50 anos atrás??? Destes sim vou ficar feliz em ouvir as respostas. Não paro de pensar o que terá achado Paulinho – o cabeleireiro mais autêntico que já conheci, com todas as suas tatuagens, bigode estiloso, que tirou a revista Caras das minhas mãos e me deu um jornal de literatura pra ler, e finalizou o corte de cabelo indicando “LEIA ON THE ROAD! Sério!!” e me contando suas próprias aventuras na estrada.

PROMOÇÃO – NA ESTRADA

 

Viajão e CineOrna levam você pra essa estrada! Vamos sortear 2 pares de ingressos para aqueles que curtirem nossas páginas no Facebook e participarem do sorteio na página. O sorteio ocorrerá as 15h de amanhã (quarta-feira) e os ingressos são válidos apenas para a cidade de Curitiba, em qualquer cinema em que o filme estiver sendo exibido. De segunda a quinta-feira. Não é válido para cópias em 3D e cinema IMAX. A programação dos cinemas são de responsabilidade dos exibidores.

Mais sobre o filme:

Sinopse: Na Estrada conta a história do jovem escritor Sal Paradise (Sam Riley), cuja vida é sacudida e inteiramente transformada pela chegada de Dean Moriarty (Garrett Hedlund), um jovem libertário e contagiante, recém-chegado do Oeste com sua namorada de 16 anos Marylou (Kristen Stewart). Juntos, Sal e Dean cruzam os Estados Unidos em busca da última fronteira americana e à procura deles mesmos. Na viagem, ultrapassam todos os limites conhecidos…Ritmado por sexo, drogas e jazz, o filme é baseado em On the Road, o romance cult de Jack Kerouac que lançou as bases da geração Beat. Na Estrada também narra a história de um bando de jovens extraordinários, Bull (Viggo Mortensen), Camille (Kirsten Dunst), Carlo (Tom Sturridge) e Jane (Amy Adams), que se libertaram do conformismo conservador de sua época para seguir seus próprios caminhos, impactando gerações até os dias de hoje.

By Amanda
A menina veneno desse blog.

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